Bem vindos de volta!

O Mestre de Cerimônias

A Suíte mudou. Continua Arcaica, porém está muito melhor.

Sejam todos muito bem vindos de volta a nova Suíte Arcaica! Como puderam perceber mudamos realmente TUDO. Sem mais demora vamos para as novidades:

1 - Agora o bom e velho Vladimir Ismael (see ‘sobre‘) – vulgo “Ismenz” – é o Editor/ Administrador da Suíte. O que quer dizer que a variedade da Suíte vai diminuir um pouco, momentaneamente, mas a quantidade não…

2 - Categorias: são seis novas. Isso quer dizer que você não precisa ficar procurando pelas tags (que não existem mais), ou pela busca o seu assunto favorito. Clicou lá, leu, comentou e foi pra galera.

3 - Vou explicar resumidamente as seis categorias: Editorial: toda semana terá um texto novo (e possivelmente uma enquete); Seriado: são textos – semanais também, porém mais leves, no formato folhetim; Cinema: falaremos basicamente sobre as estréias, os clássicos e as salas; Estréias: Um link para os filmes que estréiam esta semana na rede Cinemark; Veja 10+: Um link para a lista com os 10 livros mais vendidos da semana; Feriados: crônicas cujo assunto principal são os feriados (logicamente).

4 - À direita – no espaço laranja – tem o feed, twitter e facebook. Se quiser podem me encontrar por lá.

5 - Links, a Suíte está conectada. Bastante conectada. Muitos entrarão neste círculo, e muitos assuntos terão início nesta Suíte.

6 - Agora também além de administrador da Suíte Arcaica, participo também do Project Saymenz junto com o Sayman (onde falamos de tecnologia, games e nerdices).

É isso. Sejam muitíssimo bem vindos de volta e espero que gostem muito de tudo que foi feito por aqui.

Desabafo

Atualmente todo texto se inicia do mesmo modo: com o cursor encarando o escritor. A “página” em branco e o cursor piscando impaciente, desafiador. Este é o último mês do ano de 2011, que para muitos – inclusive este que escreve – foi um ano longo, longuíssimo. Devo confessar, pela primeira vez creio eu, que estou cansado, realmente muito cansado. Nascer num país onde sua cor é mais importante do que seu Q.I. de 124 pontos; onde tudo o que você faz não tem importância quando você não é amigo da “realeza”; e no final das contas, mesmo transformando a realidade onde se está inserido você é tratado como uma peça intercambiável, desgasta, chateia, enfraquece.

Lembrei agora de uma cena do filme do homem-aranha onde ele pára um trem e é amparado pelas pessoas que estavam lá dentro: um herói que é salvo por “heróis”. Desde o início do meu exílio involuntário, fui consolado das mais diversas formas por todos aqueles que me conheciam, todos aqueles que já viram o resultado de meus trabalhos em algum lugar e conhecem minhas habilidades (musicais, literárias, pedagógicas…)

Este ano foi incomum, não ouvi o meu instinto, e me dei mal, tive o tapete puxado por supostos aliados, expandi minha rede de contatos, cheguei as raias da sanidade humana, fui corporativista, mas não foram comigo, produzi conhecimento, fui significativamente importante, agi de boa fé, e dei vazão para ser vítima da má fé pública…

Sabe o que me chateia mais? Não é o que fazem comigo, afinal, o sofrimento é o alimento dos criadores, mas como as pessoas por interesse próprio passam por cima dos outros. Devo admitir que tive vontade de quebrar alguns narizes quando vi meus alunos a chorar, desolados. Descobriram que minha pessoa é inabalável a maior parte das ameaças e intervenções administrativas, mas os meus alunos e os meus professores não e por este motivo fizeram com que sofressem por mim e, por consequência, me fizeram sofrer a distância. Em duas semanas vão me dizer se vou ou se fico. E sabe o que é mais interessante? Não importa. O medo passou, a angústia acabou, a dor diminuiu, o sofrimento é só uma lembrança do que realmente já foi. O que eu tenho é saudade: das tardes tomando chá, das conversas animadas, das piadinhas infames, das refeições compartilhadas.

O rancor não habita meu ser. Somente o senso de justiça que cresce a cada dia.

Aos heróis que salvaram este herói muitíssimo obrigado, não sabem como foram importantes nesta jornada.

O Molusco da vez e o Mar Vermelho

Lendo um artigo interessante sobre política, que começa falando sobre as paixões – ou ódios – despertadas sobre o filme do Lula, resolvi também cutucar um pouco as onças que nos cercam. Acreditar que o povo brasileiro, indiferente de classes ou credos, é aguerrido em política ou causas sociais é acreditar em contos de fada, ou seres mitológicos (como o filme dedicado ao presidente “Molusco da vez” que mescla conto de fada e mitologia).

Muito mais que uma questão de paixão, e neste caso, a visão política que compartilho é muito mais azul do que vermelha, mesmo sendo contra a associação a partidos, as escolhas que fazemos terão conseqüências em todo o grupo social que estamos inseridos e por esse motivo é que a troca de idéias faz-se tão necessária. Várias vezes já mostrei – com embasamento lógico – que o voto aberto é muito mais eficaz e justo do que o fechado. Que uma pessoa que vive abertamente sua opção política é capaz de transformar o lugar onde vive num espaço melhor, de convivência digna e pacífica, diferente do que ocorre atualmente onde todo mundo é contra o Lula e o Maluf e mesmo assim os dois foram eleitos… E tudo porque “o voto é secreto!”

Atacar o Lula é chover no molhado entre a elite pensante do país, o que não significa que alguns mestres e doutores mais ousados tenham idéias afins com o homem de nove digitais. Do mesmo modo que entre a populaça não há unanimidade sobre a benemérita benevolência do Messias de Caeté que oportunamente distribui renda e víveres no melhor estilo “pão e circo” que o país já viu.

Toda vez que alguém engajado às causas “vermelha e branca” sobe ao poder o que pode se esperar é esbanjamento e descontrole. São Paulo sofreu com isso quando a massa norte/nordestina resolveu eleger a Dona Marta que simplesmente pintou tudo que pode de vermelho e ainda por cima começou a construir diversos Elefantes Brancos Unificados que superfaturados e mal projetados vão atrapalhar por muitos anos o orçamento municipal. Assistencialismo a parte, pois essa é a única política conhecida pelos vermelhos que teimam em administrar suas vidas públicas como se fossem privadas (e esse trocadilho continua cada vez mais atual), concluo minhas idéias com dois sofismas muito interessantes e normalmente esquecidos pela maioria das pessoas: primeiro, se a esquerda fosse boa a União Soviética não teria acabado; segundo, ou muito me engano ou Hitler também não fez parte do Partido dos Trabalhadores e, subindo ao poder, fez o estrago que fez? Sempre há de existir alguma Dilma ou algum Genoíno que vão negar a existência do holocausto do dinheiro público e nessa hora, nós, defensores do bem e da justiça temos que agir. Quebrando tudo se necessário, afinal a vitória de Pirro é, antes de tudo, uma vitória.

Bush

Hoje, ouvindo um programa de notícias, fiquei refletindo sobre declarações do sr. George Bush, que dizia-se “chocado” com as imagens mostradas na televisão, de corpos amontoados nas ruas do Haiti. Estava sentindo-se chocado com as imagens de destruição e corpos espalhados pelo chão.
Qual seria a diferença entre os habitantes do Haiti e os do Iraque? Seria a cor da pele? O que teria sensibilizado tanto o sr. Bush?
É…

Panetone com sabor de anistia

A vida passa, a banda passa, até a “uva passa“. A piada é toscamente infame porém a situação do país não é menos vexatória. O atual programa de “Direitos Humanos” que causa tanto furor e levanta paixões – ou ojerizas – inflamadas nada mais é do que uma onda, ou talvez uma “marolinha” que há de ser esquecida no próximo comercial onde se vê uma mulata sambando, ou talvez a votação de um reality show.

Nossa sociedade, e isto vem de longa data, não tem, não teve e não terá memória. É um fato. Afinal, só existe memória daquilo se fez parte, daquilo que se participou ativamente e, convenhamos todos, o povo sequer participou do processo de Independência do Brasil…

Existem aqueles, saudosistas, que acreditam que o regime militar foi a melhor coisa que aconteceu pro país. Com certeza esses não têm que chorar por entes desaparecidos há tantos anos, país, irmãos, amigos que simplesmente desapareceram sem deixar rastro algum. Outros querem punição severa aos responsáveis por tal barbárie. Nesse caso, entendam punição como vingança e justiça como castigo. Essa é outra característica básica do brasileiro ‘padrão’: ajudar jamais, vingar sempre. Exemplifico: numa cidadezinha qualquer um homem ataca algumas mulheres, porém o povo só resolve agir quando a vítima é jovem, bonita e atraente. Em menos de três dias descobrem o autor dos crimes e resolvem linchá-lo.

Esse ‘programa’ do governo federal não vai pegar. Do mesmo jeito que o fora Sarney não pegou e o escândalo do panetone já caiu no esquecimento. Essa é uma característica que o Governo Lula aprendeu muito bem assim que virou situação. O “não sei de nada” é bom pra quem olha e não perturba o sono de nenhum governante menos ilibado. Em um país onde o líder o executivo faz esse tipo de afirmação abjeta qualquer tipo de escândalo pode vir à tona, tornar-se um levante e depois cair no esquecimento… E porquê? Em fevereiro tem Carnaval… “Viva! Carnaval!” (sic!) Em Junho Copa do Mundo… Hexacampeão! (sic!) Em seguida eleição… E depois já entra o clima de Natal e paz entre os homens de – nem tão – boa vontade.